PUBLICIDADE

Professor demitido na Grã-Bretanha após Afirmar Caráter cristão do país em Sala

Imagem ilustrativa. (Foto: Unsplash/Taylor Flowe).

Docente cristão foi suspenso e posteriormente demitido por comentários a um aluno muçulmano sobre o status religioso do Reino Unido, gerando debate sobre liberdade de expressão e sensibilidade cultural em escolas.

Um docente cristão na Grã-Bretanha foi demitido de seu cargo e enfrentou uma proibição temporária de trabalhar com crianças, após um incidente no qual afirmou a um estudante muçulmano que o Reino Unido é um país cristão. O caso, ocorrido em uma escola não-denominacional no ano passado, escalou para uma ação judicial movida pelo professor, com o apoio de uma organização de defesa da liberdade de expressão.

A controvérsia teve início quando o professor, cuja identidade não foi revelada publicamente, repreendeu alunos do ensino fundamental por utilizarem as pias dos banheiros para rituais de lavagem dos pés. A escola, embora laica, estabelece regras que proíbem essa prática, assim como a realização de orações no pátio, mas disponibiliza uma sala específica para que os estudantes islâmicos cumpram suas obrigações religiosas.

Durante a advertência, o educador ressaltou as normativas da instituição e sugeriu que, caso as regras não fossem adequadas às crenças de algum aluno, havia uma escola islâmica na região que poderia ser mais apropriada. Em seguida, ele mencionou que, com a Igreja da Inglaterra como instituição estatal liderada pelo monarca, a Grã-Bretanha é, tecnicamente, um país cristão. Posteriormente, na mesma turma do sexto ano, o professor lecionou sobre o valor britânico da tolerância, observando que o Islã representa uma religião minoritária no país.

Apesar de a Grã-Bretanha ter uma rica herança cristã e a Igreja Anglicana ser a igreja estabelecida na Inglaterra, o Reino Unido contemporâneo é caracterizado por sua crescente diversidade religiosa e por uma parcela significativa de sua população que não se identifica com nenhuma fé. Essa dualidade entre a identidade histórica e a realidade multicultural moderna é frequentemente objeto de debates sociais e políticos.

Em maio de 2024, o professor foi suspenso e, um mês depois, demitido. Ele também foi notificado de que seu caso seria encaminhado à polícia, sob a alegação de crime de ódio. Embora a investigação policial não tenha progredido, o professor foi inicialmente impedido de trabalhar com menores, sob a justificativa de que seus comentários sobre o Islã teriam causado dano emocional. Contudo, essa proibição foi posteriormente revogada após uma intervenção legal.

Atualmente, o professor está processando a autoridade local, contando com o apoio da Free Speech Union (FSU), uma organização dedicada à defesa da liberdade de expressão. Lord Young, diretor da FSU, criticou a situação, afirmando que “esse professor perdeu o emprego e quase acabou sendo impedido de exercer a profissão para o resto da vida só porque apontou para uma classe de crianças muçulmanas que a religião nacional da Inglaterra é o anglicanismo”. Young acrescentou que é preocupante que um professor possa ser rotulado como um risco por proferir uma afirmação que é “incontestavelmente verdade”. A FSU argumenta que a situação levanta sérias questões sobre os limites da liberdade de expressão e a interpretação de sensibilidades religiosas em ambientes educacionais.

Fonte: https://guiame.com.br

Leia mais

PUBLICIDADE