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Lagoinha Afasta Fabiano Zettel Após Prisão em Operação da PF

Fabiano Zettel foi afastado das atividades pastorais após prisão pela PF (Foto: Reproduç...

A Igreja Batista da Lagoinha anunciou, nesta quinta-feira (15), o afastamento imediato de Fabiano Zettel de todas as suas atividades ministeriais. A decisão surge na sequência da divulgação de sua prisão temporária no âmbito da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga um complexo esquema de supostas fraudes envolvendo o Banco Master e fundos de investimento. Zettel, empresário e cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, foi detido na quarta-feira (14) quando se preparava para embarcar em um jato particular com destino a Dubai, sendo liberado horas depois.

Posicionamento da Instituição

Em nota oficial, a instituição religiosa esclareceu que o desligamento das funções ministeriais, especificamente na unidade Belvedere, foi efetuado assim que as primeiras informações sobre a operação vieram à tona. O objetivo, segundo a Lagoinha, é permitir a devida apuração dos fatos. A igreja também destacou que Fabiano Zettel já não exercia formalmente quaisquer papéis de pastoreio, liderança institucional ou representação com a denominação desde novembro de 2025.

Detalhes da Operação

A Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, tem como foco desarticular fraudes financeiras em larga escala. Fabiano Zettel foi um dos alvos da segunda fase da investigação, que apura irregularidades relacionadas a fundos de investimento. Sua breve detenção no momento em que tentava deixar o país via voo particular foi um dos desdobramentos iniciais da ação policial.

Igreja Nega Vínculos e Anuncia Medidas Legais

No comunicado divulgado, a Igreja Batista da Lagoinha refutou veementemente qualquer vínculo institucional com as investigações em curso, tanto com a Operação Compliance Zero quanto com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, à qual seu nome vinha sendo associado. A denominação frisou que não detém controle sobre a vida pessoal ou profissional de seus frequentadores, ressaltando que a participação em cultos não estabelece qualquer tipo de relação jurídica, administrativa ou de representação.

A instituição declarou ser alvo de “disseminação de informações inverídicas” e informou que tomará as “medidas judiciais cabíveis” para proteger sua reputação institucional. Entre as ações previstas, estão processos por denunciação caluniosa e falsa comunicação de crime, visando resguardar sua honra e sua missão. O comunicado, no entanto, optou por não mencionar o pastor André Valadão, cujo nome havia sido citado anteriormente pela senadora Damares Alves em conexão com a CPMI do INSS.

Por fim, a Lagoinha reafirmou seu compromisso com a legalidade, a ética e os princípios cristãos que, segundo ela, pautam sua atuação globalmente, com presença em mais de 600 igrejas espalhadas pelo mundo.

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