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Criança Cristã Agredida em Escolas no Norte da África por Sua Fé

O menino ficou traumatizado e passou a ter ataques de pânico. (Foto: Ilustração/Unsplash/Micha...

Um menino de apenas cinco anos, cuja identidade é preservada sob o nome fictício de Salim, tornou-se vítima de recorrentes agressões físicas e psicológicas em duas instituições de ensino no Norte da África. Os incidentes, que culminaram em traumas para a criança, tiveram origem após seus pais cristãos informarem a fé da família e solicitarem a dispensa do filho de celebrações islâmicas, expondo um preocupante cenário de perseguição religiosa no ambiente educacional.

A violência contra Salim começou na primeira escola, logo após os pais expressarem sua crença e a intenção de educar o filho conforme os preceitos bíblicos. Segundo o testemunho de Maarouf (nome fictício), pai do menino, concedido à missão Portas Abertas, Salim frequentemente retornava para casa com hematomas, marcas vermelhas e roupas rasgadas, indicando maus-tratos contínuos. As queixas dos pais à direção e aos funcionários foram minimizadas, com a alegação de que as lesões seriam resultado de brincadeiras infantis, e nenhuma medida efetiva foi adotada para conter as agressões.

Diante da persistência dos maus-tratos, a família decidiu matricular Salim em uma nova escola, na esperança de um ambiente mais acolhedor e livre de discriminação religiosa. Inicialmente, a diretora da nova unidade garantiu a igualdade de tratamento para todas as crianças, independentemente de suas crenças. Contudo, os pais rapidamente notaram novos sinais de agressão no corpo do filho, que também passou a sofrer ataques de pânico ao se aproximar do horário escolar, um claro indicativo do trauma vivenciado. Mais uma vez, as preocupações foram desconsideradas pela direção, que atribuiu os ferimentos a incidentes comuns entre crianças ativas, levando os pais a retirar Salim da segunda escola.

A Difícil Escolha Pela Proteção da Criança

Acompanhados por um parceiro local da Portas Abertas, os pais de Salim foram aconselhados a uma medida drástica para proteger o filho: matriculá-lo em uma terceira escola sem revelar sua fé cristã. "Por enquanto, é a única opção para proteger nosso filho", desabafou Maarouf, evidenciando o dilema enfrentado por famílias cristãs em regiões onde a liberdade religiosa é cerceada. A Portas Abertas ressalta que, embora a ocultação da fé possa ser conflitante para os pais e confusa para a criança, é uma estratégia infelizmente necessária para garantir a segurança e uma infância minimamente normal a crianças em situações de perseguição.

Cenário de Perseguição Religiosa e Impacto na Infância

O caso de Salim não é isolado. A missão Portas Abertas, que monitora a perseguição a cristãos em todo o mundo, destaca que muitas crianças cristãs no Norte da África enfrentam realidades semelhantes, sendo compelidas a esconder sua fé para evitar a hostilidade e garantir o acesso à educação. Em ambientes predominantemente islâmicos, é comum que essas crianças sejam forçadas a aprender ensinamentos islâmicos e a memorizar trechos do Alcorão, mesmo contra suas próprias convicções, adicionando uma camada de pressão e angústia a uma rotina de estudos já desafiadora. A perseguição religiosa na infância tem graves consequências psicológicas, comprometendo o desenvolvimento emocional e a segurança de crianças que deveriam estar em um ambiente de aprendizado e acolhimento.

A ausência de um ambiente escolar que respeite a diversidade religiosa e garanta a segurança de minorias é uma violação de direitos fundamentais. Conforme a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, crianças têm direito à educação em condições de igualdade e à liberdade de pensamento, consciência e religião, com o devido respeito aos direitos e deveres dos pais. A situação no Norte da África, conforme relatado, aponta para um desafio contínuo na proteção desses direitos básicos para as crianças cristãs na região, onde comunidades minoritárias frequentemente enfrentam discriminação e hostilidade por sua fé.

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