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UE Condena Turquia por Expulsão de Cristãos Estrangeiros

Bandeira da Turquia em uma igreja (Foto: Canva Pro)

O Parlamento Europeu aprovou recentemente uma resolução que condena veementemente a Turquia pela expulsão de mais de 200 trabalhadores cristãos estrangeiros desde 2020. As autoridades europeias alegam que as deportações ocorrem sob “pretextos infundados de segurança nacional” e sem o devido processo legal, afetando cerca de 350 pessoas e deixando diversas congregações protestantes sem liderança espiritual. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores turco classificou as acusações como “infundadas” e uma “interferência nos seus assuntos internos”.

Contexto das Expulsões e Reações Internacionais

Desde 2020, um padrão de comportamento tem sido observado, onde cristãos estrangeiros, muitos dos quais são ministros ordenados e residiam há décadas no país, são impedidos de entrar ou reentrar na Turquia, frequentemente com base em alegações de ameaça à “segurança nacional”. Essas medidas têm gerado um impacto significativo nas comunidades religiosas locais, desestruturando o apoio espiritual e a organização de congregações.

A preocupação internacional com a situação se intensificou. O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) “comunicou” 20 desses casos ao governo turco no início deste mês, solicitando que o país apresentasse suas observações. Esta ação do TEDH sublinha a seriedade das alegações e a necessidade de esclarecimentos por parte de Ancara.

Acusações de Abuso de Legislação Antiterrorismo

A ADF International, um grupo de defesa jurídica que apoia muitos dos casos levados ao TEDH, argumenta que a Turquia está utilizando indevidamente regulamentos destinados a combater o terrorismo para perseguir cristãos pacíficos. Kelsey Zorzi, Diretora de Liberdade Religiosa Global da ADF International, criticou a postura turca, afirmando que a rejeição da votação do Parlamento Europeu demonstra uma “clara falta de respeito pelas suas obrigações em matéria de direitos humanos” e que “não se pode permitir que um governo instrumentalize mecanismos de segurança nacional para atacar missionários pacíficos e comunidades religiosas com impunidade”.

Durante o debate no Parlamento Europeu, o eurodeputado croata Tomislav Sokol enfatizou que as deportações de cristãos na Turquia constituem “mais um ataque aos cristãos, a minoria religiosa mais perseguida em todo o mundo”. Sokol instou a União Europeia a não permanecer em silêncio diante dessas violações, defendendo a liberdade religiosa universal sem “dois pesos e duas medidas”, e conclamou a Turquia a encerrar imediatamente as deportações.

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