O veredito no julgamento de Matthew Grech, uma figura proeminente associada a movimentos que promovem a reorientação da sexualidade, foi novamente adiado em Malta, exigindo que o réu aguarde por uma decisão judicial. O caso, de grande repercussão, centra-se em acusações relacionadas à promoção de 'terapias de conversão', práticas que buscam alterar a orientação sexual de indivíduos e que são expressamente proibidas na nação insular, conhecida por sua legislação progressista em direitos LGBTQ+.
Grech, co-fundador da Core Issues Trust, uma organização que defende a possibilidade de mudança de orientação sexual, foi indiciado sob a Lei de Afirmação da Orientação Sexual, Identidade de Gênero e Expressão de Gênero de 2016. As acusações surgiram após uma entrevista televisiva concedida em 2022, na qual ele e outro indivíduo alegaram terem deixado a homossexualidade e expressaram pontos de vista que foram interpretados como promoção de intervenções destinadas a 'curar' a homossexualidade.
Malta destacou-se em 2016 ao se tornar o primeiro país europeu a proibir explicitamente as chamadas 'terapias de conversão', seja para menores ou adultos. A legislação visa proteger indivíduos de pressões e intervenções pseudocientíficas que, segundo amplos consensos médicos e psicológicos internacionais, são ineficazes e potencialmente prejudiciais, podendo causar sérios danos psicológicos e emocionais. Esta medida reflete o compromisso do país com a igualdade e a proteção dos direitos das pessoas LGBTQ+.
Do lado de fora do tribunal, após a recente sessão que resultou em mais um adiamento, Grech expressou gratidão pelo apoio contínuo de seus partidários. "Agradeço por estarem comigo em oração", declarou ele, indicando a base de seu apoio e a natureza espiritual com que ele e seus defensores encaram o processo judicial que se estende.