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Pastores no Líbano Desafiam Bombardeios e Recusam Evacuação

Imagem ilustrativa. (Foto: Reprodução/YouTube/AFP Português).

Em meio à escalada de ataques aéreos israelenses contra alvos do Hezbollah no Líbano, líderes religiosos cristãos no país têm se recusado a abandonar suas igrejas e comunidades. Pastores de cidades como Zahle e Beirute, a capital libanesa, reafirmam seu compromisso de permanecer ao lado de seus fiéis, citando a responsabilidade pastoral de cuidar do 'rebanho' diante da iminência do conflito na região.

Compromisso Pastoral em Meio ao Perigo

O pastor brasileiro Elias Dantas, fundador da rede Global Kingdom Partnership Network (GKPN), revelou ter contatado líderes locais para monitorar a situação. Ele destacou a coragem e a fé desses pastores que, mesmo sob grave ameaça, optam por não deixar suas congregações. Dantas elogiou a postura dos líderes, que considera um 'modelo' de dedicação, priorizando a assistência espiritual e material às suas comunidades.

Entre os contatados está o pastor Girard Haddad, da Igreja Batista da Videira Verdadeira, em Zahle, no Vale do Bekaa. Haddad relatou a proximidade de um ataque aéreo, descrevendo uma bomba israelense caindo a cerca de 200 metros de seu veículo enquanto dirigia. Apesar da 'destruição geral' e da 'tristeza', ele afirmou a Dantas que não pretende sair do Líbano. 'O bom pastor tem que estar junto para dar a vida pelas ovelhas', declarou, enfatizando seu senso de dever e a analogia bíblica do pastor que cuida de seu rebanho.

Uma posição similar foi adotada pelo pastor Hickmat, líder da Batista Central Ressurreição em Beirute. Ele informou que bombas atingiram um prédio adjacente ao seu, mas, assim como Haddad, recusou-se a deixar a cidade. A principal preocupação de Hickmat, segundo Dantas, é seu 'rebanho', reiterando a responsabilidade e o laço inabalável entre o pastor e sua comunidade de fiéis em tempos de adversidade.

Contexto da Crise Regional

A região tem sido palco de crescentes tensões. No dia 5 de outubro, Israel lançou ataques significativos contra alvos do grupo Hezbollah no Líbano, uma resposta a mísseis e drones disparados pelo Hezbollah contra o norte de Israel em 2 de outubro. O Hezbollah, uma poderosa milícia e partido político com forte apoio do Irã — e considerado uma organização terrorista por diversos países ocidentais —, alegou que os mísseis e drones foram uma retaliação a ações israelenses recentes, intensificando a troca de hostilidades na fronteira.

Antes de iniciar os ataques, as Forças de Defesa de Israel emitiram ordens de evacuação para os subúrbios ao sul de Beirute, área historicamente considerada um reduto do Hezbollah. A situação reflete a fragilidade da segurança regional e o impacto devastador dos conflitos sobre a população civil, que frequentemente se vê deslocada ou ameaçada em meio a hostilidades entre facções e estados, independentemente dos alvos militares designados.

O Líbano, um país com uma rica tapeçaria religiosa e étnica, que inclui significativas comunidades cristãs, tem sido historicamente afetado por conflitos regionais. A decisão dos pastores de permanecer demonstra uma profunda resiliência e um compromisso com a fé e a solidariedade comunitária em um dos momentos mais desafiadores para a nação, sublinhando a importância da presença pastoral em meio à adversidade.

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