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A Tradição Global dos Presépios que Preserva a Essência do Natal a temporada de

Patti Garibay

A Origem de uma Devoção Artística

De Criação Pessoal a Coleção Internacional

A tradição de colecionar presépios, embora nascida de uma iniciativa pessoal, carrega uma profunda dimensão espiritual que se manifesta de forma única a cada Natal. O início desta jornada, para uma família em particular, remonta à juventude, quando aos 19 anos, as primeiras figuras de cerâmica foram meticulosamente moldadas, acompanhadas por um abrigo rústico criado por um pai dedicado. Este foi o embrião de uma coleção que se expandiria significativamente ao longo dos anos, impulsionada por presentes de Natal e aniversário, como as peças do renomado conjunto italiano Fontanini, adicionadas gradualmente pela mãe ao longo de diversos períodos festivos.

A visão de uma mensagem evangélica tangível, compartilhada globalmente através dessas miniaturas da natividade, inspirou a expansão da coleção. Em cada viagem internacional, a aquisição de um presépio que representasse a cultura e a arte do país visitado tornou-se um ritual essencial. De pequenas lojas na Costa Rica e na Alemanha, até mercados em Belém e no Quênia, a busca por uma representação local da cena do nascimento de Jesus guiava as peregrinações. No entanto, nem sempre esses tesouros eram facilmente encontrados; em alguns lugares, as cenas eram indescritíveis, indisponíveis ou simplesmente não pareciam ter a mesma relevância cultural. Essas raras ausências, longe de desanimar, serviam como um momento de reflexão e oração pelas almas daquelas nações, reforçando a crença na necessidade da luz divina em todos os cantos do mundo. A coleção, que hoje ultrapassa as quarenta peças, transforma-se anualmente num testemunho visual da universalidade da fé e do significado eterno do Natal, conectando culturas e corações ao redor do globo.

O Significado Profundo da Natividade Bíblica

Um Contraste Divino: Humildade e Majestade

A narrativa bíblica da natividade, conforme detalhada no Novo Testamento e profetizada no Antigo Testamento, possui uma importância transcendental, carregada de simbolismo e promessas eternas. O termo “natividade” deriva da palavra latina “nativus”, que significa “nascido por nascimento”, e refere-se especificamente ao processo ou às circunstâncias do nascimento de Jesus Cristo. Não se trata apenas de um evento histórico, mas de um pilar fundamental da fé cristã.

Estudos teológicos e dicionários bíblicos, como o Holman Bible Dictionary, destacam os elementos singulares deste evento. A concepção virginal de Jesus foi anunciada por anjos, e seu advento ocorreu em um cenário que, humanamente falando, era completamente impróprio para o nascimento de um rei. Maria, sua mãe, era uma jovem judia, solteira no momento da concepção, e sua gravidez foi percebida com uma mistura de escândalo por alguns e de fé profunda por outros, longe do perfil típico de uma mãe real. Esta condição sublinha a natureza extraordinária e divina do nascimento.

O local de nascimento de Jesus, uma humilde caverna ou estábulo na pequena cidade de Belém, é um ponto crucial que sublinha o contraste entre seu propósito divino e sua condição terrena. Longe de tronos dourados e lençóis reais, o Messias, o Rei dos Reis, o Salvador da humanidade, veio ao mundo em um ambiente simples, seu berço uma manjedoura de madeira destinada a animais. Este local singelo, sob os campos onde pastores guardavam seus rebanhos, parecia o ambiente mais improvável para o surgimento de uma figura tão central na história da fé.

Os primeiros visitantes de Jesus não foram os reis do Oriente, que viriam mais tarde esperando um ambiente palaciano para o prometido Emanuel. Em vez disso, foram os pastores dos campos, figuras socialmente marginalizadas na sociedade palestina do primeiro século. Conhecidos por seu cheiro e por serem frequentemente excluídos de locais de adoração no templo, eles foram os primeiros a receber o anúncio angelical e a prestar homenagens ao recém-nascido Rei. Essa escolha divina para os primeiros adoradores, junto ao cenário de seu nascimento, ilustra a mensagem universal do amor de Deus, que se estende a todos, independentemente de sua posição social ou condição de vida, convidando cada indivíduo a conhecer seu amor e a promessa da vida eterna.

A Natividade como Lume Espiritual e Convite Universal

A exibição anual de dezenas de presépios, cada um com sua história e origem única, transcende a mera decoração natalina; ela se estabelece como uma profunda declaração de fé e um convite explícito à reflexão espiritual. Ao montar esses mais de quarenta cenários da natividade, a intenção é clara: garantir que cada pessoa que cruze o limiar do lar seja confrontada com a verdadeira história do Natal e o significado intrínseco do nascimento de Jesus Cristo. Essa tradição serve como um catalisador para conversas significativas e para a renovação do espírito natalino.

Cada presépio, seja ele uma peça de cerâmica artesanal, uma miniatura exótica de um país distante, ou uma figura clássica italiana, atua como um ponto focal para a narrativa central da temporada. Eles se transformam em embaixadores silenciosos da “Boa Nova”, lembrando a todos que, independentemente de onde venham ou de sua posição na vida, a história do Rei dos Reis é uma história para todos. A finalidade última desta rica tradição é estender um convite universal: o de adorar o Messias e de participar de seu maior presente, a promessa da vida eterna. O Natal, assim concebido e celebrado através da arte e da história dos presépios, é mais do que uma data no calendário; é a celebração de um amor divino que se manifestou em humildade e que continua a ser uma fonte inesgotável de esperança e salvação para a humanidade, iluminando os lares e os corações com a luz de sua mensagem eterna.

Fonte: https://thrivenews.co

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