Com a proximidade do lançamento de “Wicked: Parte Dois”, programado para novembro de 2025, vozes no meio cristão têm intensificado alertas sobre a influência que a aguardada sequência cinematográfica, baseada no famoso musical, pode exercer sobre o público jovem. As principais preocupações giram em torno da suposta romantização da bruxaria e da promoção de uma agenda LGBT, temas considerados problemáticos por esses grupos.
Jenn Nizza, uma ex-médium que hoje lidera um ministério focado em afastar pessoas do ocultismo, é uma das principais figuras a manifestar apreensão. Em um episódio recente de seu podcast “Ex-Psychic Saved”, Nizza enfatizou a sua “perspectiva cristã”, alertando que a “bruxaria é real” e desaconselhando o público a assistir ao filme. Segundo ela, a produção “tem influência de bruxaria e está romantizando o assunto”, o que a preocupa profundamente, especialmente pela “doutrinação demoníaca direcionada aos jovens”.
Com décadas de experiência no universo do ocultismo e da Nova Era antes de sua conversão ao cristianismo, Nizza baseia seus alertas em conhecimento de causa. Ela argumenta que o filme “mexe com a sensibilidade de muitas pessoas, sugerindo que deveria haver alguma compaixão pela bruxa má e sugere que pode haver bruxaria boa”. Para a ex-médium, essa abordagem é “perigosa”, pois “bruxaria envolve invocar demônios, não importa se você se considera uma bruxa boa ou má. Isso é condenado por Deus”.
Paralelamente, o grupo conservador cristão One Million Moms também tem se posicionado contra a franquia “Wicked”, expandindo suas críticas que já haviam sido direcionadas à primeira parte da adaptação, lançada em 2024. A organização acusa a Universal Pictures de utilizar o musical como ferramenta para influenciar crianças em questões de sexualidade e ocultismo. Em seu site, o grupo expressou a necessidade de conscientizar o público sobre o que consideram ser a “agenda LGBT” que a produtora estaria “empurrando para famílias, particularmente crianças”.
O One Million Moms reitera que o musical, que reinterpreta o universo de “O Mágico de Oz”, contém uma “enorme quantidade de bruxaria e feitiçaria”, além de apresentar explicitamente personagens queer e atores que se identificam como membros da comunidade LGBT. Segundo a organização, a Universal Pictures trocou sua “sutileza habitual por intencionalidade”, transformando o que poderia ser um “musical edificante sobre amizade e família” em um filme “sombrio e normalizando o estilo de vida LGBT”.
A adaptação cinematográfica de “Wicked” é dividida em duas partes, sendo que “Wicked: Parte Um” teve sua estreia em 2024, e “Wicked: Parte Dois” está prevista para o final de 2025. O elenco inclui nomes como Ariana Grande no papel de Glinda e Cynthia Erivo como Elphaba. Gregory Maguire, autor do romance original de 1995, “Wicked: The Life and Times of the Wicked Witch of the West”, que inspirou as adaptações para o palco e para o cinema, já havia declarado à revista Them que a representação de relacionamentos mais abertos entre os personagens era “intencional”, corroborando a percepção de intencionalidade levantada pelos críticos.
Fonte: https://folhagospel.com