O pastor André Valadão, líder da Lagoinha Global, utilizou recentemente suas plataformas digitais para refutar categoricamente o rótulo de "bolsonarista", atribuído à sua imagem por diversos veículos de comunicação. A declaração surge em um contexto de intensa discussão sobre a influência e o posicionamento político de lideranças religiosas no cenário nacional, mesmo diante de registros que indicam sua proximidade com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em resposta a um questionamento de um seguidor, o pastor enfatizou não possuir um alinhamento partidário fixo. Valadão foi incisivo ao afirmar: “Nunca, nunca, nunca abandonei Bolsonaro, até porque eu não sou bolsonarista, como muitas mídias soltaram. Não sou bolsonarista.”
Segundo o líder religioso, a escolha política é individual e deve ser pautada pelos valores cristãos de cada eleitor. Ele defende a liberdade de posicionamento em cada processo eleitoral, sem filiações automáticas a grupos ou partidos. Valadão também criticou o que percebe como uma tentativa de rotulação por parte de setores da mídia e das redes sociais, alertando para a criação de vínculos políticos que, segundo ele, não existem.
Repercussão e Contexto Político
Apesar das declarações de desvinculação, a manifestação de Valadão gerou imediata repercussão nas plataformas digitais. Internautas e a imprensa digital compartilharam registros fotográficos e vídeos que mostram a proximidade do pastor com membros da família Bolsonaro desde 2022. Um dos episódios citados inclui a participação do senador Flávio Bolsonaro em um culto da Lagoinha em Orlando, nos Estados Unidos, onde Valadão realizou uma oração pública pelo político.
A relação entre lideranças evangélicas e o universo político tem sido um tema de crescente destaque no Brasil. O eleitorado evangélico representa uma parcela significativa da população e tem demonstrado um engajamento cada vez maior em processos eleitorais, com líderes religiosos frequentemente exercendo considerável influência sobre seus fiéis. Esse cenário complexo e dinâmico reascende o debate sobre a autonomia das figuras religiosas frente às pautas partidárias e a potencial intersecção entre fé e esfera pública.