Após uma batalha judicial de mais de três anos, as acusações criminais contra o ativista pró-vida AJ Hurley foram retiradas, em um caso judicial que ficou conhecido como People v. Hurley. O acordo judicial culminou com Hurley se declarando culpado por uma contravenção, o que seus apoiadores consideram uma confirmação de que as acusações originais eram exageradas.
O caso teve origem em atividades pró-vida realizadas em uma unidade de aborto da Universidade da Califórnia, em São Francisco, conhecida por realizar abortos em estágio avançado e pesquisas com tecido fetal.
Durante uma audiência realizada no Hall da Justiça de São Francisco, a promotoria tentou restringir o número de apoiadores de Hurley presentes no tribunal, alegando que a presença deles intimidava a médica Eleanor Drey. O juiz responsável pelo caso rejeitou o pedido, afirmando que o tribunal era um espaço público e que os apoiadores estavam se comportando de maneira apropriada.
A advogada Allison Aranda, da Life Legal Defense Foundation, que representou Hurley ao longo do processo, esteve presente na audiência, acompanhada pela esposa de Hurley e dezenas de apoiadores.
Hurley enfrentava a possibilidade de até dez anos de prisão e a perda de diversos direitos civis se as acusações criminais tivessem prosseguido. A aceitação do acordo judicial trouxe alívio para Hurley e seus apoiadores.
Durante a audiência, a médica Drey descreveu o impacto das atividades pró-vida sobre ela e sobre a clínica da UCSF. Hurley se desculpou e explicou que ele e outros entraram na clínica para conscientizar sobre a humanidade das crianças não nascidas, e não para intimidar ou ferir ninguém. Hurley enfatizou que ele e seus colegas ativistas jamais recorreriam à violência. Ao começar a falar sobre a humanidade dos nascituros, a promotoria levantou objeções e o juiz o interrompeu, impedindo-o de concluir sua declaração.
De acordo com a advogada Aranda, o caso exemplifica o uso de acusações inflacionadas para intimidar ativistas pró-vida pacíficos. Ela afirmou que a Life Legal continuará representando Hurley em questões pendentes.
O caso levantou discussões sobre o uso de acusações criminais excessivas contra ativistas pró-vida e a importância da transparência em processos judiciais envolvendo questões morais e civis. O desfecho pode influenciar a maneira como casos semelhantes serão conduzidos no futuro, principalmente em jurisdições hostis ao ativismo pró-vida.
Fonte: thrivenews.co