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Igreja católica reafirma casamento como união exclusiva entre homem e mulher

jornalismo

O Vaticano publicou um novo documento doutrinal, intitulado “Una caro” (“uma só carne”), reafirmando a visão da Igreja Católica sobre o matrimônio. O texto enfatiza o “pertencimento recíproco” como um pilar fundamental desta união, que é definida como exclusiva entre um homem e uma mulher. A aprovação do documento foi feita pelo Papa Leão XIV em 21 de novembro, e sua apresentação ficou a cargo do Dicastério para a Doutrina da Fé (DDF).

A argumentação central do documento reside na ideia de que somente duas pessoas podem realizar uma entrega total uma à outra. Segundo a doutrina, qualquer união que envolva mais participantes inevitavelmente resultaria em uma entrega parcial, o que seria considerado um desrespeito à dignidade inerente a cada cônjuge.

A publicação do documento foi motivada por uma série de fatores. Entre eles, o avanço tecnológico que promove a concepção de um ser humano “sem limites”. Além disso, as discussões com bispos africanos sobre a questão da poligamia também influenciaram a elaboração do texto. O crescente número de relacionamentos não monogâmicos, como o poliamor, observados no mundo ocidental, foi outro ponto de preocupação.

O DDF defende que a monogamia não representa uma restrição à liberdade individual, mas sim uma via para que o amor se projete ao longo de toda a vida. O documento destaca dois pilares essenciais para essa perspectiva: a caridade conjugal, entendida como uma amizade profunda entre os esposos, e o sentimento de pertencimento mútuo, que se fundamenta na liberdade e na igual dignidade de cada indivíduo.

O documento também emite um alerta em relação a relacionamentos marcados por dinâmicas de controle, violência emocional ou posse. A visão expressa é de que um matrimônio saudável deve respeitar o espaço individual de cada cônjuge, reconhecendo que nenhum relacionamento humano pode preencher completamente o vazio existencial, que, segundo a doutrina, “só Deus pode saciar”.

A educação desempenha um papel crucial, de acordo com o texto. A proposta é de uma nova formação afetiva, particularmente no contexto do ambiente das redes sociais, que expõe os jovens a relações efêmeras e imediatistas. O documento argumenta que ensinar o valor da monogamia não se resume a uma imposição moral, mas sim a uma preparação para um amor responsável e duradouro.

A nota doutrinal, direcionada principalmente aos bispos, tem como objetivo auxiliar jovens, noivos e casais a redescobrirem os valores intrínsecos ao matrimônio cristão e a refletirem sobre o compromisso que assumem ao formar uma família.

Fonte: portalimpactogospel.com.br

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