Em um palco que reverberava com a memória de seu falecido fundador, Charlie Kirk, o vice-presidente JD Vance entregou um discurso de encerramento impactante no AmericaFest 2025 da Turning Point USA, em Phoenix, Arizona. Diante de uma plateia de mais de 30.000 apoiadores, Vance solidificou sua posição como uma figura central no movimento conservador e um proeminente pré-candidato para a nomeação presidencial republicana de 2028. Apresentado e endossado por Erika Kirk, viúva de Charlie e atual CEO da TPUSA, Vance teceu uma narrativa que celebrou os feitos da administração Trump, honrou o legado de Kirk e mobilizou a base conservadora para os desafios vindouros. Sua mensagem de clareza ideológica, valores inabaláveis e liderança decisiva ressoou profundamente, marcando o primeiro AmericaFest desde o trágico assassinato de Kirk em setembro de 2025.
Um Legado Honrado e a Ascensão de um Líder
A Emoção do Luto e a Visão para o Futuro
Vance iniciou sua fala expressando gratidão a Erika Kirk pela resiliência e liderança em continuar a visão de seu marido. Ele dedicou um momento para refletir sobre a perda de Charlie Kirk, compartilhando uma experiência pessoal inédita: nos dias que se seguiram ao assassinato de Kirk por Tyler Robinson, figura que Vance descreveu como personificação de influências destrutivas promovidas pela esquerda radical, o vice-presidente admitiu ter lutado contra o luto, passando noites em claro pesquisando o ocorrido e teorias da conspiração. Vance relatou que superou essa fase ao lembrar-se “da bondade inerente de Deus e de que Sua graça transborda quando menos esperamos”. Ele traçou um contraste marcante entre o que caracterizou como “frutos” da ideologia de esquerda – como vício, ódio e desespero – e os resultados de uma fé cristã genuína, manifestados em “bons maridos, pais pacientes, construtores e ‘matadores de dragões’ como Charlie Kirk”. Em seu apelo, Vance convocou a audiência a honrar a memória de Kirk lutando pelos princípios que ele defendia: a verdade, a unidade e a agenda “America First”. O discurso foi pontuado por aplausos fervorosos e ovações de pé, sublinhando a conexão emocional de Vance com a plateia e sua habilidade em canalizar o sentimento de perda em um chamado à ação. A apresentação de Erika Kirk, ao endossar Vance para 2028, não apenas reafirmou sua legitimidade, mas também o posicionou como o sucessor natural do movimento conservador que Charlie Kirk ajudou a moldar.
Avaliação da Gestão e um Apelo à Unidade Conservadora
Destaques da Administração Trump e os Desafios Atuais
Com a segunda gestão Trump completando pouco mais de um ano, JD Vance dedicou uma parte significativa de seu discurso a enumerar o que ele descreveu como conquistas monumentais da administração. Entre os pontos destacados, Vance celebrou o que chamou de fim da crise fronteiriça “herdada de Biden e Harris”, enfatizando sete meses consecutivos de “zero libertações” na fronteira sul dos Estados Unidos. Ele também mencionou a saída de mais de 2,5 milhões de imigrantes ilegais do país, um dado que, segundo ele, marcou a primeira migração líquida negativa em mais de meio século. As melhorias econômicas foram igualmente ressaltadas, incluindo a queda dos preços dos aluguéis, recorde de emprego para americanos nativos, aumento dos salários reais, inflação reduzida pela metade e os preços de combustível mais baixos em anos. Na esfera social, Vance declarou que as políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) foram relegadas à “lixeira da história”, garantindo oportunidades baseadas no mérito, sem pedir desculpas pela raça ou origem. Outras vitórias citadas incluíram a proteção da liberdade de expressão, a recepção de “patriotas” nas forças armadas e a repressão a redes de violência de esquerda e seus financiadores. No campo da saúde, Vance elogiou as iniciativas avançadas sob o comando do Secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., que teriam resultado na redução dos preços de medicamentos e na “limpeza do abastecimento alimentar”. “O Presidente Trump é um construtor”, afirmou Vance, instando o movimento a crescer agregando apoiadores, em vez de minar aliados.
Vance prosseguiu com um forte apelo à unidade e à ação, rejeitando o que chamou de “testes de pureza” e disputas internas. Ele defendeu a construção de coalizões, declarando: “Não nos importa se você é branco ou negro, rico ou pobre… Se você ama a América, tem um lar nesta equipe.” O vice-presidente criticou veementemente os democratas por, em sua visão, dividirem a nação por raça e gênero, ao mesmo tempo em que reafirmou que a América tem sido, e pela graça de Deus sempre será, uma nação cristã. “O cristianismo é o credo da América”, proclamou Vance, sendo recebido por uma estrondosa ovação. Ele atribuiu à fé cristã a fundação moral da nação, a origem dos direitos naturais e o senso de dever cívico. Para o futuro, Vance encorajou um envolvimento mais ativo da base, sugerindo que os conservadores se juntem ao ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), mobilizem-se para agilizar deportações e processos, e assegurem vitórias eleitorais para sustentar o progresso alcançado.
Rumo a 2028 e o Cenário Político Emergente
À medida que o AmericaFest 2025 chegava ao fim, a performance de JD Vance não apenas sublinhou sua proeminência no cenário político conservador, mas também consolidou sua imagem como o herdeiro natural do movimento “Make America Great Again” (MAGA). Com os Democratas supostamente de olho em figuras como Gavin Newsom ou Kamala Harris para a disputa presidencial de 2028, Vance ironizou o que ele percebe como uma bancada fraca e candidatos “marionetes” do partido oposto. O endosso explícito de Erika Kirk, que o apontou como o próximo presidente, adicionou um peso significativo à sua candidatura não oficial. A retórica de Vance, que mesclou a celebração de conquistas passadas com um apelo fervoroso à fé e ao patriotismo, foi projetada para energizar a base e unificar as diversas facções do movimento conservador sob sua liderança. “Se vocês sentem falta de Charlie Kirk, prometam lutar por aquilo pelo qual ele morreu”, desafiou Vance à multidão, conectando o legado do falecido fundador da TPUSA ao futuro político. Ele concluiu com uma visão ambiciosa: “Juntos, podemos cumprir a promessa da maior nação da história da Terra.” A mensagem de Vance, permeada por fé, unidade e um patriotismo inabalável, ecoou profundamente entre os participantes, reforçando o otimismo e a determinação em continuar a construção sobre o legado de Charlie Kirk e moldar o futuro político dos Estados Unidos. A convenção, portanto, não apenas serviu como um memorial a Kirk, mas também como um marco decisivo na projeção de JD Vance no panorama da política nacional, preparando o terreno para a próxima corrida presidencial.
Fonte: https://thrivenews.co