O ex-jogador de futebol Kaká compartilhou em um evento religioso em São Paulo que os momentos mais desafiadores de sua carreira foram cruciais para o aprofundamento de sua fé e para a construção de sua identidade cristã. Contrariando a expectativa de que o sucesso o teria aproximado de Deus, Kaká revelou que foram os reveses que o fortaleceram espiritualmente.
Durante um encontro para homens na Igreja Família de Sorocaba, o ex-melhor jogador do mundo refletiu sobre como a incerteza, as lesões e a pressão midiática o levaram a depositar sua confiança em Deus. O evento, que ocorreu em 14 de novembro, atraiu um grande público, com famílias ocupando até mesmo os corredores devido à alta demanda.
Kaká, que cresceu em um lar cristão, revelou que a verdadeira compreensão de sua identidade como “filho de Deus” não surgiu durante o auge de sua carreira. Aos 18 anos, ele sofreu uma grave fratura cervical, o que o afastou dos campos por um período considerável. Mais tarde, ao ingressar no Real Madrid, enfrentou um período de frustração e transformação devido à queda em seu desempenho e às altas expectativas depositadas nele.
Segundo Kaká, foi “através da presença de Deus” que ele encontrou estabilidade. “Adquiri a firme convicção de que eu não era o melhor do mundo nem a pior contratação do Real Madrid – eu era um filho de Deus”, afirmou o ex-jogador. Ele enfatizou que sua fé não era um mero acessório em sua carreira, mas sim a base sobre a qual tudo foi construído. “O objetivo não era me exaltar, mas o contrário. Tudo o que eu fazia era para a glória de Deus”, declarou.
Kaká descreveu a paz que sentiu em um momento em que temia que sua carreira estivesse desmoronando. Mesmo sem saber o que o futuro lhe reservava, ele experimentou “uma paz que excede todo o entendimento”, o que o ajudou a reconhecer que sua verdadeira identidade residia na presença de Deus e não em troféus, gols ou aclamação pública.
Em sua mensagem, Kaká incentivou os homens cristãos a confiarem na bondade de Deus e a lembrarem que o trabalho e o sucesso devem ser uma consequência de quem são, mas nunca definir seu valor.
O ex-jogador mencionou seus estudos teológicos, realizados de forma particular. Ele esclareceu que não se considera um pastor e que, desde que deixou a Igreja Renascer em Cristo, não divulga publicamente a qual igreja frequenta. No entanto, ele continua aceitando convites para compartilhar seu testemunho em diversas congregações.
Kaká ressaltou que sua trajetória demonstra a importância de fundamentar a identidade pessoal na fé, em vez de em conquistas profissionais, um ponto relevante no contexto da América Latina, onde muitos cristãos enfrentam desafios sociais, econômicos e culturais.
Fonte: folhagospel.com