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Executivos da rede tucker carlson sob escrutínio por ida ao fórum de doha

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Executivos ligados à rede Tucker Carlson estão programados para participar do Fórum de Doha, uma conferência anual financiada pelo governo do Qatar, país criticado por apoiar os interesses iranianos e amplificar narrativas hostis a Israel e aos Estados Unidos.

De acordo com a agenda divulgada, o evento, que acontecerá entre os dias 6 e 7 de dezembro, contará com a presença de Neil Patel, cofundador e CEO da rede, e Omeed Malik, seu principal investidor. Seus nomes figuram ao lado do primeiro-ministro do Qatar, autoridades turcas e indivíduos ligados ao regime iraniano.

O Fórum de Doha tem enfrentado críticas por funcionar como uma plataforma global para mensagens anti-Israel e anti-Ocidente. A programação deste ano reforça essa reputação, com quase metade dos painéis focados em supostos “crimes” israelenses em Gaza ou questões relacionadas ao Irã, enquadrados através de perspectivas do Qatar e do Irã. Nenhuma perspectiva contrária – israelense, americana ou de outra nacionalidade – aparece na agenda.

A participação de autoridades do Qatar e do Irã é esperada, mas a presença de figuras americanas de destaque na mídia chama a atenção. Malik participará como fundador da 1789 Capital, um dos primeiros apoiadores financeiros da rede Carlson. Patel está listado especificamente como CEO da rede, sinalizando envolvimento institucional direto.

O papel de Doha em conflitos ideológicos globais é conhecido. Analistas têm notado os laços históricos do Qatar com a liderança do Hamas e sua reputação como centro da Irmandade Muçulmana e movimentos islâmicos semelhantes. O ecossistema de mídia estatal do país tem sido acusado de dar voz a extremistas e promover narrativas desestabilizadoras no Oriente Médio.

Enquanto os debates nos EUA se intensificam sobre influência estrangeira, integridade da mídia e a guerra entre Israel e Hamas, a participação de executivos afiliados a Carlson em uma conferência moldada pelas mensagens de Doha e Teerã é reveladora.

A participação de executivos da mídia americana em um fórum alinhado com interesses estrangeiros levanta questões sobre influência, transparência e a formação da opinião pública. O Qatar não é um ator neutro, mas uma nação profundamente ligada ao Hamas, lar de lideranças islâmicas e amplificadora da propaganda iraniana.

Quando vozes poderosas na mídia dos EUA aparecem em eventos projetados para moldar narrativas globais, é válido questionar quem se beneficia desse engajamento, qual influência o Qatar busca exercer na mídia ocidental e por que líderes da mídia dos EUA emprestariam credibilidade a uma conferência amplamente vista como hostil à América e a Israel.

Fonte: thrivenews.co

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