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Pastores Agredidos em Uganda: Ataque de Extremistas Gera Alerta Religioso

Um dos pastores agredidos pelos muçulmanos. (Foto: Reprodução/Morning Star News)

Dois líderes religiosos cristãos foram brutalmente agredidos por um grupo de extremistas muçulmanos no leste de Uganda em 30 de janeiro, resultando em mais de uma semana de hospitalização. Os pastores John Michael Okoel e Abraham Omoding, da Igreja Nova Vida, no distrito de Pallisa, foram atacados enquanto retornavam de uma vigília de oração. Os agressores os acusaram de blasfêmia e de tentar converter indivíduos muçulmanos, gerando preocupação na comunidade local sobre o aumento das tensões religiosas.

O incidente ocorreu no pântano de Osupa, às margens da rodovia Pallisa-Mbale. Os pastores foram surpreendidos por cinco homens mascarados, vestidos com trajes islâmicos e armados com paus e facas. Segundo o pastor Okoel, os agressores os confrontaram, alegando que estavam “mentindo sobre Alá” e “convertendo seus irmãos e irmãs”. A agressão física começou imediatamente; Okoel foi atingido e cortado, desmaiando em seguida, enquanto o pastor Omoding sofreu fratura no braço, perdeu dois dentes e foi violentamente espancado nas costas.

O ataque cessou apenas com a aproximação de um veículo na estrada, cujos faróis assustaram e dispersaram os agressores. Os passageiros do carro socorreram os pastores e os levaram a um hospital para os primeiros atendimentos. Posteriormente, familiares e membros da igreja providenciaram a transferência para o Hospital Regional de Referência de Mbale, onde permaneceram internados por mais de uma semana, recebendo alta no último domingo (8).

Contexto das Tensões Religiosas em Uganda

Embora a Constituição de Uganda garanta a liberdade religiosa e o país seja oficialmente laico, a convivência entre cristãos e muçulmanos é, em certas regiões, marcada por conflitos e tensões localizadas, especialmente em áreas onde há esforços de proselitismo. Tais incidentes destacam os desafios enfrentados por grupos minoritários ou por aqueles engajados em atividades de evangelização em contextos sensíveis. A violência reportada se soma a uma série de episódios que, segundo o Morning Star News, têm sido documentados na porção leste do país, indicando uma escalada de hostilidades.

Repercussão Comunitária e Ausência de Resposta Oficial

Atualmente, ambos os pastores se recuperam em suas residências e expressaram a intenção de formalizar uma denúncia à polícia assim que suas condições de saúde permitirem. O ataque gerou uma onda de consternação entre líderes religiosos e moradores da região. Um pastor local, que solicitou anonimato, descreveu o ocorrido como “profundamente perturbador” e clamou por uma investigação rigorosa das autoridades, enfatizando que “nenhum líder religioso deveria temer por sua vida por causa de sua fé.”

A comunidade local manifestou crescente medo e ansiedade, com moradores expressando receio de que a continuidade da violência possa comprometer a coexistência pacífica. Até o momento, não há comunicados oficiais da polícia de Uganda nem registros de prisões relacionadas ao ataque, o que intensifica a demanda por justiça e segurança para os membros da comunidade religiosa afetada.

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